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Associação de Beneficiários da Barragem do Pisão vai ser apresentada na Feira Agrícola de Portalegre

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A ABBP – Associação de Beneficiários da Barragem do Pisão, vai ser apresentada no dia 14, 15 e 16 de Setembro de 2018 na Feira Agrícola de Portalegre.
Chegou, portanto, o momento certo para divulgar e esclarecer o que foi feito e o que está a ser feito ao longo de todo este processo que já leva mais de um ano e tem como objectivo a execução da Barragem do Pisão.

A APAP - Associação de Produtores Agrícolas de Precisão, é uma jovem e dinâmica estrutura associativa que nasceu da vontade de um conjunto de empresários agrícolas, em criar serviços técnicos de consultoria em agricultura de precisão e no ramo hidráulico. Tem neste momento vários projectos pioneiros no âmbito da agricultura de precisão e rega.
A meados de Junho de 2017, numa fase em que já se sentiam as consequências de uma seca que batia à porta do distrito de Portalegre, a APAP identificou o projecto da Barragem do Pisão como uma das verdadeiras estratégias de combate à desertificação e inversão da tendência negativa da situação socioeconómica sentida em grande parte dos concelhos do distrito de Portalegre.
Rapidamente a APAP começou a estudar os projectos já existentes e a reunir com a as empresas de consultoria em engenharia que estiveram envolvidas nos mesmos, nomeadamente a COBA e ProSistemas (hoje TPF Planege Cenor) e a tentar desenhar uma estratégia que nos permitisse ser eficientes na obtenção dos nossos objectivos, ou seja a construção da tão desejada barragem e, consequentemente, a resolução de grande parte dos problemas que se fazem sentir no distrito de Portalegre.
A 27 de Dezembro de 2017, conseguimos ser recebidos por todos os autarcas do distrito de Portalegre, no âmbito das reuniões quinzenais da CIMAA - Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, onde fizemos uma apresentação de todo o trabalho por nós feito, dos argumentos válidos para a construção deste projecto e onde tentámos definir uma estratégia para chegar ao poder central. Foi unânime o reconhecimento do trabalho por nós efectuado e ficou a promessa de trabalharmos em conjunto para defender a mesma causa. Na realidade as coisas acabaram por não ser assim tão fáceis e continuámos a ter muitas dificuldades em ter respostas práticas do trabalho, que todos se comprometeram ter.
Como "há males que dão em bem", continuámos a fazer o nosso trabalho e conseguimos de forma gratuita, através da COBA, um novo estudo de viabilidade para a possibilidade da construção de uma hídrica para produção de energia na Barragem do Pisão. Demos, também, a conhecer a nossa causa ao movimento cívico Melhor Alentejo e, na nossa opinião, foi a partir daqui que tudo começou a funcionar melhor, pelo que foi através do movimento Melhor Alentejo que conseguimos chegar ao Senhor Presidente da República, dar a conhecer a nossa causa, partilhar todos os trabalhos por nós feito neste âmbito e conseguir que o Senhor Presidente da República colocasse na sua a agenda a presença no "2º Congresso Melhor Alentejo", em Portalegre no dia 19 de Setembro de 2018.
Recentemente, fomos surpreendidos de forma positiva ao saber que a "pressão" que temos conseguido exercer neste último ano e meio começou finalmente a ter resultados, na medida em que para além da presença do Senhor Presidente da República, no congresso acima mencionado, vamos também contar com a presença de três Senhores Ministros (Ambiente, Agricultura e Planeamento das Infraestruturas) o que, na nossa opinião, pode significar qualquer coisa.
No meio deste processo conseguimos estabelecer parceria com a AADP - Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre, que tem sido um excelente parceiro na ajuda da criação da nova associação de regantes, ABBP – Associação de Beneficiários da Barragem do Pisão.
Sentimos que este é o momento certo para nos organizarmos e nos unirmos por esta causa que não é nem pode ser só dos agricultores, mas sim de TODA a população do distrito de Portalegre. Os fenómenos extremos de seca cada vez mais recorrentes, bem como a tendência evidente das alterações climáticas são o sinal que é de facto urgente fazermos algo por nós e pelos nossos.
No ano de 1957, no âmbito do Plano de Valorização do Alentejo, idealizava-se um grande lago para o Baixo Alentejo e um lago mais pequeno para o Norte Alentejo, que iria irrigar cerca de 10 000ha de terra. O grande lago chama-se hoje Barragem de Alqueva e o pequeno lago chamar-se-ia Barragem do Pisão. Nestes quase 70 anos a execução da barragem já foi anunciada por 3 Primeiro Ministros diferentes (Dr. º Mário Soares, Eng.º António Guterres e Dr. º Durão Barroso) e de 4 em 4 anos voltamos a ouvir falar dela em campanhas de todas as cores políticas. Nunca nada se fez e o Alto Alentejo continua a empobrecer, de dia para dia, com a consequente fuga das pessoas para os meios menos rurais e mais desenvolvidos.
A eventual Barragem do Pisão tem o nome de uma pequena aldeia, o Pisão, que eventualmente fica submersa se a barragem for executada. Há cerca de um ano a APAP resolveu visitar e conhecer a Aldeia do Pisão, assim como as pessoas que lá vivem e tentar perceber o que vai na alma daquela população que ficou esquecida no tempo. Falámos com as pessoas e tirámos as nossas notas, que já partilhámos noutros fóruns e hoje partilhamos aqui:
• Nos anos 50 habitavam na referida aldeia cerca de 200 famílias. Hoje dificilmente existem 60 pessoas;
• Contrariamente ao que pensávamos as pessoas que ali habitam querem que a Barragem do Pisão seja construída, pois vivem há 70 anos na expectativa da sua construção.
• A expectativa e a especulação impediram aquelas pessoas, através do poder local, de construir, reabilitar ou aumentar as suas casas;
• Os centros médicos e as escolas já saíram da aldeia há algumas dezenas de anos;
• Nasceu uma criança na aldeia em 2017, mas não nascia por lá alguém há pelo menos 23 anos;
• A penúltima criança que por lá nasceu, hoje tem 24 anos, teve aulas com uma professora que apenas lhe dava aulas a ela. Alguns anos depois a mesma criança teve que passar para uma escola em Portalegre, onde teve pela primeira vez contacto com crianças e, segundo a mãe, teve enorme dificuldade de integração pois na realidade não sabia como se brincava com outras crianças;
• Não existe qualquer rede móvel ou internet;
• O município disponibiliza, uma vez por semana, uma carrinha para levar as pessoas a Portalegre para pagar a luz, a água, levantar dinheiro nos bancos ou nas caixas de multibanco e fazer algumas compras domésticas;
• A população da aldeia sempre quis a barragem, mas hoje o tema está desacreditado. A não construção da barragem entristece aqueles que por lá vivem, pelo que a falta da mesma os limitou ao longo de toda a vida.
A realidade do distrito de Portalegre é, nos dias de hoje, preocupante. As perspectivas de futuro para quem se queira fixar na região são cada vez menores e as populações tendem, naturalmente, em sair. Nos últimos anos houve perda de 70% da população em alguns concelhos do distrito de Portalegre. A cidade de Portalegre, que no início do século passado, era uma das cidades do interior mais desenvolvidas e industrializadas, é hoje a capital de distrito que mais população perdeu nos últimos 38 anos.
No nosso distrito existem poucas reservas de água e as que que existem são de pequena capacidade, com excepção da Barragem do Caia, que embora com algumas limitações, fruto da idade da barragem e do perímetro de rega, consegue ainda assim ajudar a manter com alguma vida a vila de Campo Maior e a cidade de Elvas. Temos, também, a Barragem de Montargil e a Barragem do Maranhão, que embora façam reserva de um grande volume de água, apenas garantem água a jusante, ou seja, ao Ribatejo.
Com base no recenseamento agrícola, podemos verificar que há um forte decréscimo do número de explorações e do volume do trabalho agrícola que se acentua de forma muito significativa no Alto Alentejo. Se em tempos o sector primário era o principal motor económico da região, hoje são cada vez menos os que podem viver e fazer viver da agricultura.
A Barragem do Pisão é de facto um projecto estratégico prioritário para o desenvolvimento da região, alavancando não só o sector primário como TODOS os restantes sectores, numa perspectiva de potenciar o emprego, a economia, a fixação dos jovens, o combate à desertificação e envelhecimento das populações.
É, também, importante perceber e fazer perceber que é notória a alteração do clima, basta verificar que a precipitação anual no distrito de Portalegre tem vindo a diminuir de ano para ano. A construção da Barragem do Pisão pode vir a fazer reserva de cerca de 114 milhões metros cúbicos de água, moderando assim os impactos dos períodos de seca extrema, tanto para a agricultura, como para as populações.
Neste momento o abastecimento público de 8 concelhos do distrito de Portalegre (Alter do Chão, Avis, Crato, Fronteira, Gavião, Nisa, Ponte de Sôr e Sousel) é garantido pela a barragem de Póvoa e Meadas. É do conhecimento público e, é também reconhecido pelo Ministério do Ambiente, que a Barragem de Póvoa e Meadas começou a apresentar nas últimas décadas graves problemas, tanto ao nível da qualidade de água, motivado pela a acumulação de nutrientes e matéria orgânica que levam à natural degradação da mesma, como a nível de segurança das infraestruturas, nomeadamente fissuras no paredão da barragem e assoreamento da albufeira. A APAP fez uma visita técnica, bem como um relatório técnico que comprova estes e outros factos, pelo que se conclui que neste momento não está assegurado a segurança da barragem nem a continuidade do abastecimento de água às populações de 8 concelhos do distrito de Portalegre. Foi por nós também concluído que a construção da Barragem do Pisão para além de poder vir a garantir maior reserva de água para o distrito de Portalegre, será a solução mais lógica para uma intervenção profunda à Barragem de Póvoa e Meadas.
Não faltam argumentos e acreditamos que hoje também já não falte vontade, da parte de TODOS, que a construção da Barragem do Pisão seja uma realidade. É neste sentido que pedimos encarecidamente que todas as forças se unam e se abstraiam das normais tentações de retirar protagonismo e aproveitamento do trabalho sério que até à data temos feito. Nas últimas semanas temos visto fenómenos estranhos e lido textos publicados que são na realidade plágios de relatórios e apresentações elaborados por nós.
No passado fenómenos idênticos acabaram por abortar este mesmo projecto. Seria pouco inteligente voltar a cometer o mesmo erro...
Acabamos com um convite à vossa presença e participação no dia 14 de Setembro de 2018 a partir das 9h, no colóquio "Conversas sobre Agricultura II", no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, no qual será fortemente debatido o tema da Barragem do Pisão.

Comunicado da APAP

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