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Questão de consciência (I)

Antero teixeira

A CLIP (Candidatura Livre e Independente por Portalegre), que se apresentou pela primeira vez a eleições em Portalegre e venceu com maioria absoluta as eleições autárquicas para o executivo da Câmara Municipal de Portalegre que ocorreram a 29 de setembro de 2013, foi formada em tempo recorde, maio de 2013, e a apresentação da candidatura feita em finais de junho de 2013, após o que se seguiu a entrega de listas em Tribunal em Julho de 2013.

Sublinho isto para que saibamos que tudo foi gizado olimpicamente, com muita rapidez e pouco espaço para doutrinações, programas e para a necessária estrutura da própria candidatura, como da campanha.

Recordo que todos os outros partidos candidatos às eleições, PS, PSD/CDS, CDU e BE, já possuem dezenas de anos de estrutura, de hierarquias perfeitamente consolidadas e máquinas de campanha, mais ou menos oleadas, que sabem muito bem o que fazer e como fazer.

A CLIP não tinha nada disso. De fato, em termos de estrutura oficial (para lá da de campanha), só em 19 de março de 2014 se constituiu legalmente a Associação Mov.Clip que sustenta o movimento daquela candidatura, pelo que só agora se pode dizer que existe uma estrutura mínima de apoio e suporte à maioria camarária eleita em nome da CLIP. E, mais, não conta entre os seus elementos com elementos profissionais (ou quase) que se dediquem em exclusivo (ou quase) à atividade “partidária” na Associação, como podemos constatar nos outros partidos.

Aliás, trata-se de uma Associação, não de um partido político, embora a mesma atue a nível político, mas não, felizmente, ao nível da politiquice, desbragado, mal-educado e obtuso que alguns partidos utilizam entre nós, como facilmente podemos ver através das atuações/ intervenções na Assembleia Municipal ou nas reuniões de Câmara. Agrada-me saber que as pessoas sabem bem quem esses são, quem são e o que fazem ou não fazem pelo concelho que supostamente deviam defender. Também todos sabemos que alguns desses jovens têm outras aspirações, acham que o mundo gira à sua volta e que tudo lhes é permitido. Espero que se, algum dia, forem chamados a outras funções que não se coadunem com apenas dizer mal de tudo e de todos e ofender tudo e todos, saibam agir em função e em defesa da sua terra. Sonhar ainda não paga imposto!...

Talvez seja pessimista, mas não alimento grandes expetativas nessas pessoas, até tendo em conta o que acontece com alguns Portalegrenses que agora estão em lugares de destaque nacional, partidário principalmente, e que não têm feito mais que breves aparições, sem verdadeiramente defenderem a sua terra. Exemplo: temos pessoas de Portalegre altamente colocadas e com poder de decisão real e de intervenção, mas como são de um partido que foi varrido do concelho não se dignam a promover a defesa do mesmo e deixam, sistematicamente, fugir as hipóteses que poderiam dar algum alento a Portalegre, tal como a nova entidade gestora das águas cuja sede vai para a cidade da Guarda, quando Portalegre é totalmente central à sua área de influência e tem condições ótimas para a sua instalação. Faz-me lembrar o call center da Segurança Social que foi para a Covilhã há alguns anos e, pasme-se, o Presidente da Segurança Social Nacional na altura era um Portalegrense e Portalegre estava na corrida. Palavras para quê?

Mas voltemos ao âmago da questão. Ao fato de o executivo municipal e os membros eleitos de assembleia municipal e freguesias não terem tido o apoio típico dos elementos que fazem parte de partidos. E, se calhar, ainda bem, pois não estão sujeitos a decisões impostas de forma injusta pela estrutura partidária, as questões debatem-se de forma franca e correta e as grandes linhas políticas são pautadas por consenso e harmonização.

E o Mov. Clip, em consonância com os seus eleitos, tem grandes linhas políticas, resultantes da preocupação, dos anseios e da visão dos seus apoiantes, tais como aumentar o investimento, promover a regeneração e melhoria da qualidade de vida e providenciar maior ligação às pessoas. São linhas que esta Câmara pretende implementar. Precisa é de tempo, de boas vontades… e de dinheiro.

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