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Para onde caminham a União Europeia e a Europa ?

romão trindade

A União Europeia está a passar por uma situação muito complicada que poderá por em causa a sua própria sobrevivência. E tudo isto acontece porque, por um lado, os actuais dirigentes dos países europeus tomam decisões políticas assentes em preconceitos ideológicos e, por outro, os dirigentes da União Europeia, ao não serem eleitos, não têm a legitimidade do voto, o que se traduz numa fraqueza política da UE.

Por muito maus ou bons que sejam os governos dos estados membros, eles resultam sempre da escolha dos seus eleitores, concordemos ou não com os resultados eleitorais. Têm a legitimidade de serem eleitos, ciclicamente prestam contas aos seus eleitores e são penalizados ou não em eleições.

Na Europa está a construir-se uma União Europeia que assenta no politicamente correcto, na destruição dos estados nação, na normalização do pensamento, na uniformidade do modus vivendi, na criação do europeu contra a descaracterização do espanhol, do francês, do alemão, do português e outros, na igualização das regras, no terror económico e em tratados que não são votados pelos povos. Ao sermos “todos europeus”, embora uns mais do que outros e nem todos iguais, os senhores de Bruxelas reinam e decidem sem terem a necessidade de se justificar.

Politicamente a União Europeia ainda pensa em termos de guerra fria, apoia a expansão da NATO (quando a União Soviética e o Pacto de Varsóvia há muito que desapareceram) e utiliza dois pesos e duas medidas conforme as suas conveniências, como foi o caso da independência do Kosovo e, agora, os acontecimentos da Crimeia e o apoio à Ucrânia. As sanções à Rússia (que não é um bom exemplo, nem modelo de sociedade democrática) decididas pelos Estados Unidos e aplaudidas pela subalterna União Europeia não tiveram em linha de conta a economia dos vários países pequenos que exportam para aquele país. São sanções ideológicas, com reminiscências daquele período do pós guerra.

Quando o Reino Unido quer e vai fazer um referendo sobre a saída da União Europeia e, ao mesmo tempo, não se dão condições à Grécia, que acolhe milhares de clandestinos africanos, para continuar integrada nessa mesma União e se continuam a impor medidas de austeridades aos estados membros, que resultado se pode esperar num futuro próximo? Que legitimidade há para criticar referendos na Bélgica, em Espanha, na Itália e outros? Ou os referendos só são legítimos quando são do nosso agrado ou quando já sabemos que o resultado nos vai ser favorável?

Mas, o mais importante para a Europa e União Europeia é o quê? O apoio à chamada primavera árabe (que se tornou num verdadeiro inverno e inferno)? As contradições envolvendo a Síria, os curdos e a “democrática” Arabia Saudita? A divida da Grécia ou de Portugal? O número de desempregados existentes? A ameaça do Estado Islâmico? A instalação de misseis no velho continente? As negociações com o Irão? A política de austeridade? O bem estar da Velha Europa?

Os “comissários europeus” podem estar a conduzir-nos para um beco sem saída ou para uma saída que não é, seguramente, airosa.

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