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Crescimento e desenvolvimento económico

nuno moniz

O Produto Interno Bruto (PIB) de um país representa o valor dos bens e serviços produzidos e permite medir a riqueza criada, em determinado período.


O conceito económico de desenvolvimento integra o conceito de crescimento económico, mas é mais alargado, na medida em que considera outras variáveis relacionadas com o bem-estar económico e a qualidade de vida que, por não serem transacionadas em mercado, não são consideradas por este indicador económico.
A recente evolução do PIB, em Portugal, é reveladora do crescimento da nossa economia, que associado a uma redução do défice das contas públicas, resultante em parte do trabalho deste governo, mas também de uma conjuntura económica internacional favorável e, não menos importante, de uma significativa redução das taxas de juro aplicadas à dívida pública, tem permitido um maior equilíbrio no saldo orçamental.
No entanto, a evolução positiva das contas públicas, não tem sido acompanhada da espectável melhoria dos serviços prestados pelo Estado. Podemos observar um aumento generalizado do poder de compra dos portugueses, mas, em simultâneo, assistimos, em termos genéricos, a uma degradação dos serviços públicos que lhe são proporcionados.
O ministro Mário Centeno apresentou recentemente o Programa de Estabilidade (2018-2022), documento elaborado numa perspetiva realista e prudente, tendo como principal aposta a consolidação do défice.
Sem populismo, reconhece que «o risco de retrocesso existe e é maior do que parece», pelo que não será reduzida significativamente a atual carga fiscal, ao contrário do prometido, optando por manter o nível da Receita e descarta um agravamento da Despesa, o que irá permitir o aumento do Investimento Público e possibilitar a melhoria da qualidade da prestação dos serviços do Estado. De imediato, surgiram "vozes discordantes", dos partidos de esquerda que suportam este governo, mas também do interior do próprio partido socialista.
Esperemos que Centeno tenha a "força política" necessária - talvez sustentada na posição que ocupa como presidente do Eurogrupo - para honrar o enorme esforço de austeridade realizado pelos portugueses, durante o período de intervenção da troika, bem como o legado que, com grande "coragem política", o anterior governo soube construir, base para o atual sucesso nestas matérias.
Seria também uma boa oportunidade para afastar a imagem negativa que muitos associam aos governos liderados pelo Partido Socialista, "muito bons a gastar o dinheiro dos outros, mas depois a verem-se obrigados a chamar novamente os partidos de centro-direita para compor as coisas".
Vamos acreditar que o bom senso irá prevalecer, aproveitando-se esta conjuntura favorável e "compaginar" o atual crescimento económico com o desenvolvimento sustentado da economia portuguesa, em benefício das gerações atuais e futuras.

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