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À beira do abismo

sergio campos

Mergulhada numa profunda crise humanitária, a Síria é espartilhada por vários grupos, por vários países e por várias organizações. Sendo um conflito de natureza híbrida, apresenta-se com elevados problemas endógenos, cuja resolução é de enorme complexidade fazendo temer o pior.


Atualmente, a Síria é um território fragmentado por um infindável número de grupos: Exército Livre da Síria (ELS); Frente al-Nusra (um braço da rede extremista Al Qaeda); Estado Islâmico; Jeysh al Islam; Ahar al-Sham; Curdos, entre outros.
A complexidade da resolução deste conflito assenta, sobretudo, na ausência de uma linha política capaz de originar uma estratégia concertada entre as potências envolvidas.
Os interesses geopolíticos nesta região e a multiplicidade cultural dificultam a criação de uma plataforma de entendimento, originando um cataclismo humanitário sem precedentes naquela região.
No meio deste turbilhão de grupos, o ocidente considera Bashar Al-Assad um mal menor; todavia, o recurso a "supostas armas químicas" fez despertar o alarme do ocidente, o qual ficou perplexo com a recuperação de 70% do território Sírio, assim como o perigoso domínio da Rússia naquela região.
As bases russas de Tartus e Hmeimim na Síria são fundamentais para chegar ao Mediterrâneo, cujas "águas quentes" se apresentam como uma solução criada pela URSS há cerca de cinquenta anos. A importância dos gasodutos, surge, também, como uma estratégia confinada a uma região de extrema importância para as várias potências. Com isto, surgem dois blocos antagónicos, cuja distância exígua entre ambos é cada vez menor, fazendo temer um conflito mundial.
No mesmo "tabuleiro de xadrez" emerge a aliança entre a Rússia, o Irão e China; por sua vez, do outro lado temos os EUA, Reino Unido, França, Alemanha e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
No que concerne à posição da Turquia neste conflito, ela é bastante dúbia, convém relembrar os vários problemas internos e externos com que se tem deparado há largos anos, sem os conseguir resolver.
A situação do Curdos neste país, sendo uma ameaça há décadas neste território, fez com que se estreitassem as relações entre Bashar Al-Assad e Erdogan. Concomitantemente, não podemos secundar o facto de a Turquia ser um comprador assíduo de armamento russo, situação pela qual se aproxima deste bloco, formado pela Rússia, Irão e China.
Por outro lado, enquanto membro da Nato, a Turquia saúda os ataques dos aliados à Síria, mantendo esta posição de "neutralidade colaborante", assim como Portugal o fez na segunda Guerra Mundial.
À beira do abismo, esperemos que ninguém dê um passo em frente!

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