Apenas 35% das chamadas efectuadas para o 112 «são realmente chamadas de emergência». Os dados são avançados pela PSP, a quem cabe a coordenação operacional do 112 em Portugal, no âmbito das comemorações do Dia Europeu do 112, que se assinala no dia 11 de Fevereiro.
Em comunicado, a força de segurança avança que em Portugal «são recebidas diariamente 20.000 a 25.000 chamadas», explicando que «constituem emergências situações em que haja pessoas em risco de vida/necessidade imediata de assistência médica, crimes em curso ou incidentes graves (inundações, aluimentos, incêndios florestais, acidentes rodoviários, com feridos ou que possam causar risco para a circulação rodoviária).
Refira-se que o 112 é o número de telefone de emergência que funciona a título gratuito nos 28 Estados Membros da União Europeia, sendo que em Portugal o serviço é composto pelo Centro de Coordenação do Serviço 112 que funciona integrado na Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública e pelos quatro Centros Operacionais 112 (Norte, Sul, Açores e Madeira). É nestes Centros Operacionais que se garante o atendimento das chamadas 112, efectuando a triagem e encaminhamento para a entidade com responsabilidade na sua resolução.
A Polícia de Segurança Pública durante este mês, através das Equipas do Programa Escola Segura, tem desenvolvido acções de sensibilização da população escolar do 1º ciclo ao Ensino Secundário, fomentando o comportamento cívico informado, com o intuito de incutir nos jovens uma maior responsabilização e melhor utilização do número de emergência.
No presente ano, a comunicação da Polícia de Segurança Pública relativa a este dia centra-se no reforço do conhecimento generalizado deste número de emergência e, acessoriamente, na sensibilização dos cidadãos para a necessidade de recorrerem a este serviço somente em situações de real emergência, facilitando a prestação de socorro em tempo útil.
Historicamente, a criação de um número de socorro em Portugal remonta a 13 de Outubro de 1965, com a disponibilização do primeiro número nacional de socorro (115), cuja gestão coube desde logo à Polícia de Segurança Pública (PSP). Portugal tornou-se assim um dos primeiros países do continente europeu a disponibilizar aos seus cidadãos um número, curto e de fácil memorização.
Na sua génese, o 115 servia para acudir a vítimas de acidentes na via pública em Lisboa, accionando ambulâncias tripuladas por Polícias, que efectuavam o transporte das vítimas para o hospital. Este serviço rapidamente granjeou popularidade e credibilidade, tendo vindo a estender-se, em 1967, às cidades do Porto e Coimbra e, em 1970, às cidades de Aveiro, Setúbal e Faro.
O serviço 115 foi-se estendendo ao resto do país, em paralelo com a malha da rede telefónica dos então CTT/TLP.
Em 29 de Julho de 1991, por decisão do Conselho de Ministros das Comunidades Europeias, o número 112 é instituído como número de telefone de emergência único para toda a Comunidade Europeia.

Mais Notícias